Resumo Filosofia – 4º Bimestre

Professor: Tarso Menezes De Melo

ASPECTOS DA FILOSOFIA CONTEMPORANEA.

– meados do séc XIX até hoje

• Séc XIX – descoberta da historicidade que a historia é continua, isso leva ao progresso – tudo melhorou, acumulo de conhecimento e prática, aperfeiçoamento. Um otimismo.

• Mas no séc XX a mesmo afirmação da filosofia da historicidade, mudam a opnião dizendo que a história é descontínua e não progressiva, cada sociedade tem a sua história não temos que obter uma história universal.

– Assim a idéia de progresso e historia atribuída pelas ciências e técnicas passaram a ser criticadas pela filosofia, pois são valores próprios, desaparecem em épocas seguintes e são diferentes entre as sociedade.

As Ciências e as técnicas:

• Séc XIX : filosofia apresenta plena confiança na ciência e na tecnologia para dominar e controlar a natureza a sociedade e o individuo

• Séc XX: filosofia passou então a desconfiar desse otimismo do progresso dado por elas pois foram acontecendo vários acontecimentos (guerras, invasões).

Surge então uma escola alemã de filosofia – Frankfut

– teoria critica: distingue duas formas de razão

• Razão instrumental: razão técnica-cientifica um meio utilizado para a intimidação medo indivíduos.

• Razão crítica: analisa os perigos do pensamento instrumental, e afirma que as mudanças só serão realizadas pela emancipação dos indivíduos e não pelas idéias de controle e dominação técnico-cientifica.

Utopias revolucionárias

• Séc XIX: a filosofia acreditava que por meio das utopias revolucionárias (anarquismo, comunismo) a sociedade iria se tornar uma sociedade nova, justa e feliz.

Séc XX: foram surgindo as sociedades totalitárias (fascismo, nazismo), ou seja, sociedade autoritária e ditatóriais, assim a filosofia passou a desconfiar do otimismo também estabelecido pelo progresso e das utopias começou a indagar então se os indivíduos seriam capaz de criar e manter uma sociedade nova justa e feliz.

A cultura:

É o exercício da liberdade, da expressão, criação de idéia, que a sociedade através disso atribui para si o que é bom ou ruim, o que é errado ou certo, o que é justo.

• Séc XIX a idéia de uma historia universal para todas as civilizações, teriam então apenas um cultura única.

• Séc XX : quando a filosofia afirma ter uma história descontinua, era porque cada sociedade possuía um cultura, havia pluralidade cultural e cada uma encontra dentro de si seus modos de transformação e de expressão.

O fim da filosofia

Séc XIX: como filosofia acreditava plenamente na ciência acreditava que no futuro só elas poderiam dar as explicações e conhecimento e própria filosofia poderia desaparecer.

• Séc XX: com a desconfiança da filosofia, começou a afirma que a ciência não possuía princípios totalmente certos sobre as coisas e seguros. A filosofia, portanto, passou a afirmar seu papel critico as ciências.

Infinito e finito:

Séc XIX: infinito.

Séc XX: finitude, apresentado pela corrente do Existencialismo: o homem como um ser para a morte.

A partir daqui tudo que foi criado (metafísica, epistemologia, fenomelogia, filosofia politica) eram planos de fundo para as concepções filosóficas.

INDUSTRIA CULTURAL E CULTURA DE MASSA:

– a partir da segunda revolução indutrial séc XIX.

– industria, mercadorias, prestígios, status, controle cultural.

– a arte perde suas três características: de expressão ( passou a ser reprodutivas e repetitivas), a de trabalho de criação ( passou a ser eventos apara o consumo) e exprimentação do novo.

– antes: a arte era comtemplada, mostravam as coisas, a realidade.

Agora: esconde a arelaidade e se tornou consumo.

– Antes: democracia cultural, acesso, direito a informação

Agora: industria cultual: massfica a cultura, introduz a divisão da elite ‘’culta’’ e da massa ‘’inculta’’, coloca valor as obras caras e raras e disponibiliza a cultura comum e barata a massa. Para vender a cultura ela precisa seduzir o consumidor, faz isso trazendo as informações que ele já viu, já fez e já sabe, como uma aparência nova, não pode chocá-lo com informações novas. Massifica é banalizar a expressão artística e intelectual

• Modernidade: sociedade moderna: poder político e econômica nas mãos das grandes industrias

Pós- modernidade: o poder político e econômico na mão do capital financeiro.

NATUREZA E BARBARIDADE NO SEC XXI

– homem sujeito da razão, antesnão tinha duvidas que pertencia a natureza, agora através do conhecimento tem o poder de dominá-la.

– A natureza agora é vista como Matéria prima, valor de troca, simples utilidade.

– o primeiro passo para a solução seria a abolição da propriedade privada, seria o primeiro passo para reintegrar o homem a natureza.

– a modernidade é atravessada pro uma ideologia – o progresso.

– Antes todos acreditavam em Deus, faziam tudo por Deus.

– Agora acharam um novo Deus – o progresso.

Tinham a ilusão que o investimento no progresso iria trazer o bem estar a sociedade mas, se enganaram pois quanto maior o progresso mais acelerado é o processo de destruição do mundo natural e a exaustão do ambiente físico.

– Ao mesmo tempo em que se aquece a economia com o progresso, é aquecido o planeta com mais doenças, mortes e poluição.

Mundo natural e como cultural: por uma filosofia antroponaturalista:

– O que importa pra civilização é a natureza estar posta para servi-los ainda que isso dependa da sua plena exaustão decorrentes do mal uso dos recursos disponíveis e tudo a pretexto da modernidade.

– esse espírito confunde empreendedorismo com destruição, exploração com exaustão.

– O homem da valor para aquilo que é raro, portanto, como a natureza era abundante antes, se tornou escassa.

– A cultura é supeiror a natureza

– O conceito cultura x natureza é onde se encontra a tensão homem x natureza.

– O homem não reina na natureza, apenas acredita reinar sobre ela.

– Enquanto o índio tira sua sabedoria das florestas o homem apenas a considera como mero objeto.

– Desapropriado de natureza o homem não é mais homem, se vê desprovido daquilo que lhe faz ser o que é.

– A conciliação não se dá voltando as formas pré-modernas e sim respeitá-la, um respeito a si próprio, as futuras gerações.

– Essa é a base de uma filosofia antroponaturalista: capaz de traduzir a integração entre humanidade e natureza, pois o homem é acima de tudo natureza. É como homem e produtor de natureza que irá conseguir essa conciliação.

Barbárie:

– A barbárie virá como conseqüência do processo de exploração e exaustão da natureza devido a ganância acumulada.

o que se vive é a exploração do homem pelo homem.

Natureza e revolução:

– Onde existe fome, sede, carência, exaustão existe progresso?

– A teoria crítica se preocupa em perguntar sobre so destinos da revolução, da condição humana na historia.

– Esse processo previsível e irreversível do séc XXI aparece como cultura em excesso, lógica do progresso, exploração produtivista e forma materialista de desenvolvimento da sociedade.

– A dominação da natureza envolve a dominação do homem -> o homem colo o que plantou assim essa violência contra a natureza possui seu reflexo -> revolta da natureza.

Por isso a filosofia nasceu como uma reflexão da natureza, é para evitar que ela morra junto com a morte da natureza (que filosófico isso em galerinha! Hahaha ), os filósofos devem hoje ter a tarefa projetar suas preocupações com relação ao destino da própria vida do planeta.

A CIDADANIA E A REDEMOCRATIZAÇÃO

– A redemocratização restituiu os direito políticos e sociais mas, não de forma igualitária para todos da sociedade.

Direitos sociais sob ameaça:

Redemocratização trouxe um grande progresso, mas as maiores dificuldade em relação a área social tem a ver com a persistência das grandes desigualdades sociais que caracterizam o país desde a  independência.

Direitos civis retardatários:

apesar que a constituição inovou criando mais direitos, ainda os direitos civis são os que apresentam mas deficiências em termos de conhecimento, extensão e garantias.

– Dados revelaram que a educação é o fator que mais bem explica o comportamento das pessoas no que tange ao exercício dos direitos civis, os mais educados se filiam a partidos políticos, a sindicatos

– Uma pesquisa feita sobre roubo e furto, 41% das pessoas não recorre a justiça por não acreditar nela ou por temê-la.

– Em 2000 81% da população já era urbana, assim essas grandes metropolis formadas geraram desemprego + trabalho informal+ trafico de drogas.

– O problema é ainda agravado pela inadequação dos órgãos encarregados da segurança pública para o cumprimento de sua função.

– As polícias militares, p.e, cresceram com o federalismo, da mão do Exército para pra o controle para os governadores, só que ela é ainda inadequada para garantir a segurança dos indivíduos.  O soldado da polícia é treinado para combater inimigos e destruí-los e não para proteger os cidadãos e muita vezes ainda se envolvem com crimes além de quando são expulsos se tornam criminosos de potencial, organizam grupos de extermínio e participam de quadrilhas.

– Se contar o problema na justiça, para se ter um bom advogado é através de valor muito alto, se optam pelo defensoria publica muitas vezes são números insuficientes de defensores sem contar a eternidade quem dura para se revolver o caso.

Do ponto de vista da garantia dos direitos civis, os cidadãos podem ser divididos em 3 classes.

1ª classe: estão acima da lei, conseguem defender seus direitos colocando dinheiro.

-brancos, ricos, bem vestidos e com formação universitária = grandes proprietários, banqueiros, doutores, políticos.

– representam 8 % das grandes famílias = 20 salários mínimos.

– para eles as leis ou não existem ou podem ser dobradas.

2ª classe: ‘’cidadãos simples’’, nem sempre possuem a noção exatas de seus direitos e quando os tem carecem dos meios necessários para os fazer valer.

– brancos,  pardos ou negros, educação fundamental completa e 2º grau em parte ou todo = trabalhadores com carteira assinadas, pequenos proprietários.

– representam 63% dos família = acima de 2 até 20 salários mínimos.

– para eles existem os códigos de civil e de penal, mas aplicados de maneira parcial e incerta.

3º classe: ‘’elementos’’, ignoram seus direitos e não se sentem protegidos pela sociedade e pelas leis.

– pardos ou negros, analfabetos ou fundamental incompleto =  trabalhadores sem carteira, empregadas domesticas, camelôs.

– representam 23 % das grandes famílias = até 2 salários mínimos.

– para eles valem apenas o código penal.

HÁ CIDADÃOS NESTE PAÍS:

O respeito ao individuo é a consagração da cidadania, Esta é uma lei da sociedade

– não basta a cidadania ser apenas um estado de espírito das pessoas, uma declaração de intensão para mante-la deve se inscrever na própria letra das leis.

– os homem por sua própria essência busca a liberdade

– Marx e outros autores marcam a chegada do capitalismo com a abolição dono de terra/ seu trabalhador (servidão) e o surgimento do trabalhador livre, dono dos meios de produção.

– Essa processo de formação da cidadania não nasceu da noite pro dia, foi um pensamento revolucionário, até que se chegasse as ideias modernas de sociedade civil.

– a grande crise econômica trouxe retrocessos em matérias de conquistas sócias

– o Neoliberalismo  veio como poder sobre os indivíduos que foi atribuído ao Estado para preservar o futuro

– Mas o estado de espírito da cidadania foi comprometida pelo papel da maquina, do industrialismo, assim a busca dos indivíduos passou para obter status e não mais valores, hoje comum a todos os paises capitalistas e maior nitidez em paises subdesenvolvidos como o nosso.

– Em lugar de cidadão então se formo o consumidor, chamado então de usuário.

– o modelo econômico chamado de ‘’ milagre econômico’’ foi responsável pela eliminação do embrião da cidadania

– o crescimento econômico então veia agravar a concentração de riquezas e injustiças.

– A mídia aparece como sedutora para o consumo.

– A cultura popular hoje é apenas defendida pelos pobres

– Em lugar do cidadão surgi o consumidor insatisfeito

– Televisão = manipulação dos acontecimentos.

ENSINO JURÍDICO E MUDANÇA SOCIAL:

– Direito= suas raízes são de caráter privado e caminha hoje para a sal decidida publicização, uma espécie de ‘’constitucionalização’’ do direito civil.

– Sobre a formação dos profissionais de direito: devem compreender adequadamente a emergência dos chamados ‘’novo direitos’’, devem ser abalizados através de um trabalho interdisciplinar (globalização, cidadania, direito humano), visando a superação das contradições históricas.

– Direito  tem que ser entendido agora muito mais como libertação e emancipação do que instrumento de controle e repressão.

– O futuro do jurista está na capacidade de exercer a profissão e ao mesmo tempo a cidadania.

– Surge então os Novos Movimentos Sociais (NMS) -> instituição de uma sociedade mais justa , fraterna e igualitária.

– Esse movimento tem reconhecido no direito e no jurista os verdadeiros aliados na luta pela democracia.

– O jurista pode udar o direito como instrumento transformador de ralações sócias incompatíveis com a realidade do mundo atual que são conflitos de massa.

Direto e mudança social

– A mudança para alguns é a própria evolução natural do sistema. Para Marx é a luta de classes.

– A idéia de mudança sempre oscila entre a entre a idéia de reveolução social

– O direito poderia ter um papel nas mudanças sociais como: inclusão social, autonomia dos trabalhadores, direitos básicos.

– Ao contrario o direito revela os sinais de esgotamento: exclusão social, miséria e pobreza.

Constituição de 1988:

-Considerada uma constituição dirigente, por isso se fala em um novo papel do jurista.

– A democracia formal já foi mudada, mas é apenas uma fachada, deve ter de fato a igualdade, liberdade, a dignidade humana, coisa que a gente vê que está escassa no nossa atualidade.

– As expectativas de mudanças tanto no direito quanto no perfil do jurista são semelhantes as expectativas históricas, que acabaram por gerar importantes mudanças sócias no pais, nem sempre rumo a democracia, mas todas elas acompanhadas por uma reconfiguração do direito e do profissional.

Resumo Filosofia – 3º Bimestre

Professor: Tarso Menezes De Melo

TESES DE FEUERBACH – ‘’materialismo filosófico’’

Feuerbach é certamente o mais importante dos hegelianos de esquerda e criticava o idealismo de Hegel. Marx era um destes hegelianos de esquerda, mas queria transformar a filosofia, por eles colocados, em uma filosofia radicalmente nova, capaz de corresponder as exigências de um novo período.

Em sua obra (do feuerbach) nos expõe que a religião é projeção dos próprios desejos humanos, uma forma alienada. Para se liberta era necessário então substituir essas fantasias (dogmas e crenças-colocadas como a essência do homem) por pensamentos que correspondem a sua verdadeira essência (essência material). Nas teses será analisada a ruptura de Marx com o pensamento idealista, com o materialismo filosófico dos hegelianos de esquerda, assim então nascendo o Materialismo histórico de Marx (materialismo histórico).

 

Nas teses sobre Feuerbach, Marx dirige àquele que havia sido seu inspirador, como já vimos, críticas duras. O centro dessa crítica é fundamentado pela economia, pela atividade humana produtiva, pela política. O motor da história não pode ser, de modo algum, as idéias ou as teorias, mas sim a atividade humana objetiva – o trabalho.
Os filósofos sempre separaram o mundo intelectivo do mundo cotidiano, prosaico.

 

Marx critica os filósofos por desprezarem a práxis (prática) e se preocuparem apenas com a teoria.

Fundamento terreno que projeta nas nuvens um reino autônomo deve ser explicado pela decadência e contradições presentes no próprio processo evolutivo terreno. Por isso, a realidade terrena deve ser revolucionada. O fato de que as relações sociais são todas práticas e sensíveis leva à revelação que o indivíduo abstrato, sozinho, é apenas social.

“O fundamento da crítica religiosa é o seguinte: o homem faz a religião, a religião não faz o homem (…). O homem é o mundo do homem, o Estado, a sociedade. (…)’’”.

Marx diz: “O processo de vida material condiciona o processo de vida social, política e individual em geral. Não é a consciência dos homens que lhes determina o ser, mas pelo contrário, é o seu ser social que lhes determina a consciência.”

 

1ª Tese: Materialismo existente (hegelianos) x Materialismo histórico.

O materialismo hegeliano não apresenta realidade (objeto) como produto de sua prática humana, mas apenas como algo externo que o sujeito é capaz de perceber ou intuir (só o comportamento teórico –fabrica idéias-é considerado por esse materialismo como verdadeiro.). Marx quer ensinar os homens a substituírem as fantasias, então ditas anteriormente, e assim a realidade cairá por terra – porque antes era do céu para a terra.

Conclusão: neste materialismo existente acreditavam que bastava mudar as idéias para que o mundo se modificasse (isso que Marx quer alterar, por acreditar que para mudar as coisas são necessárias as transformações).

2ª Tese: A questão do saber cabe-se ao pensamento e é uma questão prática e não teórica. Para Marx a única verdade realmente existente é a discussão se o pensamento leva ou não a realidade.

3ª Tese: Para Marx a essência do homem é o conjunto das relações sociais, assim mostra que Marx é contra qualquer visão que parte da concepção definitiva sobre a natureza humana, acredita que o homem ainda é um ‘’vir-a-ser’’, a única certeza é que é um animal social. Marx fala que a maior fonte de erro de F. e dos hegelianos de esquerda é a não percepção que a essência do homem é a relação social.

 

7ª Tese: Fixar a religião como algo para si é equivalente a não perceber que esse sentimento é um produto social, um produto do cérebro humano, um produto socialmente construído.

F. afirma que o individuo é um indivíduo isolado, plenamente determinado por si mesmo. Para Marx o individuo é contraditório, pois ao mesmo tempo em que ele é livre, independente, autônomo ele é produto da mais complexa organização social. O que vai colocá-lo como individuo vai ser a propriedade privada e a igualdade jurídica.

 

11ª Tese: ‘’Os filósofos limitaram-se até agora a interpretar o mundo de diferentes maneiras, o que importa é TRANSFORMÁ-LO’’. Marx acreditava que apara a humanidade social, o materialismo existente era absolutamente insuficiente, pois tratava apenas de filosofia -parte teórica e não prática.

 

IDEOLOGIA ALEMÃ

Um dos objetivos de Marx era desmascarar esses carneiros que se julgam lobos e que assim são considerados, ou seja, acham que seria possível transformar a realidade mudando apenas o discurso sobre ela.

Afirma que não é a consciência que determina a vida, mas sim a vida que determina a consciência.

A mudança do modo de produção artesanal, feudal, para o modo de produção capitalista, fez com que esses valores passassem a ser entendidos como válidos para toda a humanidade, excluindo então a ideologia, quando na verdade eram pertencentes apenas a uma classe determinada, geralmente a dominante.

Iniciar a Ideologia alemã com a crítica aos jovens hegelianos, grupo ao qual fez parte, marca seu avanço em direção a uma visão própria, um Marx maduro. Foi evoluindo cada vez mais para então transformar essa filosofia passada. Esta aplicação da economia à filosofia levariam Marx a romper com o idealismo da esquerda hegeliana.

REALIDADE = ESSENCIA MATERIAL DO HOMEM.

DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO: uma estrutura que estava presente em todas as sociedades

MERCADORIAS: existem para suprir necessidades e distingue-se por qualidade e quantidade. Uma mercadoria pode ter valor de uso e valor de troca.

VALOR DE USO = é real, imediato, determinado pela utilidade. As mercadorias com esse valor diferenciam-se pela qualidade.

VALOR DE TROCA = apenas ser diferenciado pela quantidade, pois produtos iguais têm o mesmo valor. Dessa forma x mercadorias a equivalem a y mercadorias b. Sobrepõe-se ao valor de uso. Mas será que em todas as sociedades o valor de troca é maior que o de uso? Marx afirma que historicamente é sempre por meio das trocas.

O que caracteriza a troca? Cada pessoa vai produzindo um determinado tipo de coisa, mas como fazer a medida da troca? A quantidade de trabalho empregado nestas mercadorias estabelecem o valor de troca entre elas. Assim, as mercadorias que contem quantidades iguais de trabalho ou que podem ser produzidos no mesmo tempo têm, portanto, um valor igual.
Valor da mercadoria A está para o valor da mercadoria B, assim como o tempo do produzir a mercadoria A está para o tempo da produção da mercadoria B.
Depende: da habilidade, grau de tecnologia, condições dos meios de produção e etc.
Como exemplo: os diamantes é muito trabalho procurando para pouco volume do produto assim tem a característica de grande valor de troca.

Esta característica da produção foi levada ao máximo no sistema capitalista, onde o trabalho é especializado e há padrões universais para o intercâmbio de trabalhos e de mercadoria, como o valor do ouro e do dinheiro.

=MOEDA: valor equivalente universal, para que haja igualdade nas necessidades, é o mais forte poder social e não se fixa a nenhum valor de uso, a não ser a própria troca. Assim a sociedade de venda e troca, vai ser sempre da mesma estrutura: Mercadoria – tranf->$$$

 

Todos os homens têm bem, que é a força de trabalho e assim vende o que tem e depois compram algo que necessitam. O sistema capitalista transforma o trabalhador e o trabalho em mercadorias. Como afirma Marx, o trabalho “não constitui a satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio de satisfazer outras necessidades”.

MERCADORIA 1 -> $$ -> MERCADORIA 2

Mercadoria 1: vendendo a força de trabalho e sua manutenção

$$: remuneração

Mercadoria 2: algo que atenda suas necessidades

Esse modelo é insignificante, Marx acredita que não encontrará o lucro por este caminho. Esse modelo não deixa de existir mais acredita que há outro meio de se obter o lucro.

$$$-> mercadoria -> $$$

OU SEJA, compram para vender = Lucro.

Essa mercadoria, portanto, é aquela usada para produzir outras = MEIOS DE PRODUÇÃO.

Quanto mais ele produz, menos pode possuir. Essa apropriação do objeto pelos possuidores da propriedade, se realiza como alienação do trabalhador. Este, ao pôr sua vida na produção de objetos que não lhe pertencem, perde a posse desta.

O trabalhador vendeu seu tempo, seu sentimento, sua força, suas aspirações pelo dinheiro, e na posse de algum, pode trocá-lo por qualquer tipo de mercadoria, inclusive pelas que ajudou a produzir. Este trabalho alienado é um processo de mortificação, em que  homem exerce uma atividade cansativa que não condiz com sua aspiração de indivíduo opinante, de cidadão livre, ou mesmo de animal, que tem emoções, orgulho, instinto, prioridades físicas. Marx afirma que o trabalhador só consegue ser livre nas funções animais, como beber, procriar, comer, mas nas atividades humanas se vê reduzido a animal.

 

RESUMINDO:

Usava a dialética materialista como método.

A essência do homem está no TRABALHO.

Acredita que as relações de produção formam a base econômica de uma sociedade, pois é através dessas relações que os bens necessários são produzidos e os papeis que deverão ser desenvolvidos, como deve ser a DIVISÃO DO TRABALHO e as classes econômicas sociais. = INFRAESTRUTURA.

Diferente dos hegelianos, Marx busca evidencias reais e matérias para estruturar sua teoria.

A lógica do capitalismo tem por característica o acumulo de capital e nele aqueles que detém as riquezas também detém os meios de produção e compram o trabalho daqueles que não tem.

‘’Não é consciência dos homens que determina seu ser: mas, ao contrário é o ser social que determina sua consciência.’’. Isto porque são as estruturas econômicas que determinam as bases ideológicas da sociedade, e da mesma maneira são elas que limitam, de acordo com os seus interesses e com o papel social desenvolvido pelos homens, aquilo que um homem pode ou não ser, saber, pensar ou fazer, aquilo que é certo, ou aquilo que é bom para aquele homem.

Resumo Filosofia – 2º Bimestre

Professor: Tarso Menezes De Melo

DESCARTES: o conhecimento está no sujeito

– Dualista: separa o sujeito do objeto = processo de constituição do saber.

– Idealista: o detentor do conhecimento é o sujeito, através de suas idéias.

E usa o mundo real como demonstração que suas idéias existem verdadeiramente.

– Subjetivismo: como o conhecimento está no sujeito, o seu pensamento contém os critérios que permitirão estabelecer algo como verdadeiro. Se passarem por esses critérios a sua realidade está assegurada.

– Representação: é quando finalmente encontramos algo racional, assim leva a crer que os seus conteúdos correspondem a realidade existente.

 

Método: causa/efeito

– acumulo de dúvida (ceticismo metodológico).

– uso da matemática: pois ela possui a evidencia que é a prova de que a razão humana é compatível com a verdade, e também possui a lógica que são as regras que estão em nosso pensamento.

 

Utiliza 4 regras que vão se inspirar na matemática para buscar a causa da certeza e então aplicá-las em todos os objetos.

– Clareza e distinção: busca no meu espírito coisas que estão claras, que não consigo mais colocá-las em dúvida.

– Análise: divido elas em quantas partes forem necessárias para ficarem claras.

– Ordem:entendo estas parte separadas das mais simples para as mais difíceis e depois a relação entre elas.

– Enumeração: junto todas estas partes para obter a totalidade de novo.

 

‘’eu penso, logo existo’’ -> Isso porque para Descartes a única certeza que se podia ter era que ele podia duvidar e no momento que ele duvidava, ele estava pensando, e se ele pensa, nem que seja só naquele momento, ele existe.

 

HUME: o conhecimento vem do objeto

Ele é cético, empirista e tenham princípios iluministas.

Não é porque o conhecimento vem do objeto que o sujeito não existe, mas quer dizer que o sujeito é apenas um feixe de percepções. Através da pensamento indutivo ele tira do objeto as características universalizáveis.

 

KANT: o conhecimento não vem somente do objeto, nem somente do sujeito.

Sujeito e Objeto existem quando se relacionam, mais estuda eles separadamente.

-empirista, racionalista e iluminista.

 

1)Critica da razão pura: o que posso saber?

 

Conhecimento a posteriori: depende da experiência: ‘’ a porta azul está aberta’’, são características particulares.

Conhecimento a priori: autônoma com a experiência, sempre vai ser uma característica geral, sempre necessária e universal.

 

Juízo analítico: não acrescenta nada ao objeto ‘’ o triangulo possui 3 lados’’

Juízo sintético: junta elementos e produzem conhecimentos novos ‘’ o triangula é um forma geométrica’’.

 

PORTANTO, ele segue com o juízo sintético a priori, pois é a verdadeira teoria do conhecimento, são universais e necessários e fazem progredir o conhecimento.

 

Conhecimento: é constituído por sínteses dada pela intuição sensível (empírico) espaço-temporal mediante as categorias apriorísticas (entendimento) que organizam o conteúdo adivinho da percepção.

Assim passa a conhecer o fenômeno do objeto, ou seja, o que ele representa para o sujeito, e não seu numeno, ou seja, a coisa em si.

 

2) Critica da razão prática: o que devo saber? Leis universais da moral.

Elimina da filosofia moral, qualquer conhecimento empírico, ou seja, da experiência.

Cria os imperativos categóricos: devemos agir para que uma máxima nossa tenha ao mesmo tempo valor de lei moral, ou seja, devemos agir para uma vontade nossa ser universalizada.

Esses imperativos categóricos são normas racionalizadas.

Só poderão ser compreendias se o homem abstrair seus interesses imediatos e agir com boa vontade. Então a boa vontade passa a ser o fundamento dos imperativos categóricos.

Se não agiu por uma vontade sua própria para realizar o dever, não agiu moralmente bem.

 

3) Critica da faculdade juízo: o que posso esperar.    -> NÃO ENTENDI ISSO! hahaha

Teológicas: finalidade do objeto, sentimento de prazer

Estéticas: finalidade do sujeito, sentimento de eficácia diante o objeto.

 

O conjunto das 3 criticas respondem: o que é o homem!

 

HEGEL: diz que o Kant está certo, mais errou quando separou o objeto e o sujeito de sua relação, ou seja, o que esta errado em Kant é sua dicotomia, pois Hegel diz que há uma interligação entre os dois.

 

‘’O que é racional é real, e o que é real é racional’’, ou seja, eles possuem a mesma natureza, o absoluto está nessa relação, não há como comprovar na experiência, somente podemos compreender nas relações.]

Dialética: temos uma ‘’verdade’’ sobre algo (tese), ai vem alguém que discorda dessa verdade (antítese) e ao invés de acolher um só como certo, pegaremos o que há de melhor e mais racional em cada um e faremos uma síntese. Essa síntese, automaticamente se transformará em outra tese, que será combatida por uma antítese e formará outra síntese. É assim que novas verdades vão se formando ao longo dos anos, e por isso não podemos compreender o mundo fora da história, pois cada geração tem sua própria verdade.

O pensamento se transforma (dialética) conforme vou conhecendo o objeto.

Antes do conhecimento já possuímos conceitos e o progresso do conhecimento faz transformar algo em universal.

Resumo Filosofia – 1º Bimestre

Professor: Tarso Menezes De Melo

Sócrates e Platão: À procura da luz

Sócrates: patrono da filosofia, provinha de uma profunda desconfiança da letra. Tinha a seriedade e austeridade na prática e concepção da filosofia.

Começo da atitude filosófica: ‘’Conhece-te a ti mesmo’’, missão confiada por Deus Apolo, Delfos e só poderia ser cumprida se levasse esse preceito a todos os homens.

Realiza a filosofia: busca a verdade (levava isso aos concidadãos para mostrar o caminho da sabedoria para percorrerem juntos).

Para ele filosofia significava: Atitude – interrogar.

Atitude filosófica: reflexão ‘’só sei que nada sei’’, começando buscar o conhecimento admitindo que não sabemos o que imaginávamos saber.

Concluindo que sempre devemos desconfiar das certezas, esgotando suas experimentações e examinações e esse esforço de buscar faz vir à tona o que estava oculto sob as aparências.

Maiêutica: abandonar as crenças e opiniões e buscas a verdade no seu interior. Diálogo.

Platão: dialética (diálogo), Academia – lugar fechado para discutir filosofia e só poderia entrar quem soubesse filosofia – ‘’só entra quem sabe geometria’’.

Idealista: Dizia que as formas estavam na sua alma, ou seja, queria nos mostrar que tínhamos coisas em nossos ideais.

Método anamimese/ reminiscência: a nossa memória é que tem todas as formas ideias, ‘’conhecer é relembrar’’, quem conseguir arrancar as coisas da memória vai conseguir chegar na verdade.

Platão pega as ideias de Sócrates e faz um método.

Havia dois mundos:

– das ideias – mundo real

– das aparências – mundo das aparências, coisas que podemos sentir, onde não encontramos a verdade.

Nosso mundo vai do real para o da aparência. E para buscarmos a verdade é só lembrarmos o que vimos no real.

  • Tem como personagem o Sócrates em seus diálogos.

Aristóteles:

Freqüentava a academia de Platão do 18 aos 38 anos, deixando-a após a morte de Platão.

– Fundou a Escola Liceu: escola em que consagrava seus discípulos. Apesar da sua formação platônica, existia certa posição crítica ao pensamento de Platão concluindo, que foi um período de amadurecimento das próprias ideias de Aristóteles.

Começa se opor aos dois mundos estabelecidos.

– Abstração: observa os fenômenos reais e tira o que tem em comum, chegando então, no que é ideal.

Parte do mesmo ponto de Platão – ‘’O problema de paramedes’’ e sua solução será através do dualismo, o real está no mundo sensível e a essência no mundo inteligível, adotando que a verdade esta nas coisas particulares presentes na nossa experiência sensível, pois o sensível é a única realidade que possuímos, tudo através da determinação e articulação, por isso Aristóteles é considerado fundador da lógica.

Imanência: a idéia das coisas está nelas mesmas, na própria dimensão.

Dualismo + Imanência: dualismo empírico: que observando o objeto através da dialética (sem separar o sensível do inteligível) se observa o que tem em comum com os outros objetos, chegando a verdade.

Nos aspectos de argumentação usava a Retórica (era conhecido como pai da retórica), de uma maneira especial, não se funda na verdade e sim em opiniões bem definidas, ou seja, na base do convencimento.