Resumo Filosofia – 3º Bimestre

Professor: Tarso Menezes De Melo

TESES DE FEUERBACH – ‘’materialismo filosófico’’

Feuerbach é certamente o mais importante dos hegelianos de esquerda e criticava o idealismo de Hegel. Marx era um destes hegelianos de esquerda, mas queria transformar a filosofia, por eles colocados, em uma filosofia radicalmente nova, capaz de corresponder as exigências de um novo período.

Em sua obra (do feuerbach) nos expõe que a religião é projeção dos próprios desejos humanos, uma forma alienada. Para se liberta era necessário então substituir essas fantasias (dogmas e crenças-colocadas como a essência do homem) por pensamentos que correspondem a sua verdadeira essência (essência material). Nas teses será analisada a ruptura de Marx com o pensamento idealista, com o materialismo filosófico dos hegelianos de esquerda, assim então nascendo o Materialismo histórico de Marx (materialismo histórico).

 

Nas teses sobre Feuerbach, Marx dirige àquele que havia sido seu inspirador, como já vimos, críticas duras. O centro dessa crítica é fundamentado pela economia, pela atividade humana produtiva, pela política. O motor da história não pode ser, de modo algum, as idéias ou as teorias, mas sim a atividade humana objetiva – o trabalho.
Os filósofos sempre separaram o mundo intelectivo do mundo cotidiano, prosaico.

 

Marx critica os filósofos por desprezarem a práxis (prática) e se preocuparem apenas com a teoria.

Fundamento terreno que projeta nas nuvens um reino autônomo deve ser explicado pela decadência e contradições presentes no próprio processo evolutivo terreno. Por isso, a realidade terrena deve ser revolucionada. O fato de que as relações sociais são todas práticas e sensíveis leva à revelação que o indivíduo abstrato, sozinho, é apenas social.

“O fundamento da crítica religiosa é o seguinte: o homem faz a religião, a religião não faz o homem (…). O homem é o mundo do homem, o Estado, a sociedade. (…)’’”.

Marx diz: “O processo de vida material condiciona o processo de vida social, política e individual em geral. Não é a consciência dos homens que lhes determina o ser, mas pelo contrário, é o seu ser social que lhes determina a consciência.”

 

1ª Tese: Materialismo existente (hegelianos) x Materialismo histórico.

O materialismo hegeliano não apresenta realidade (objeto) como produto de sua prática humana, mas apenas como algo externo que o sujeito é capaz de perceber ou intuir (só o comportamento teórico –fabrica idéias-é considerado por esse materialismo como verdadeiro.). Marx quer ensinar os homens a substituírem as fantasias, então ditas anteriormente, e assim a realidade cairá por terra – porque antes era do céu para a terra.

Conclusão: neste materialismo existente acreditavam que bastava mudar as idéias para que o mundo se modificasse (isso que Marx quer alterar, por acreditar que para mudar as coisas são necessárias as transformações).

2ª Tese: A questão do saber cabe-se ao pensamento e é uma questão prática e não teórica. Para Marx a única verdade realmente existente é a discussão se o pensamento leva ou não a realidade.

3ª Tese: Para Marx a essência do homem é o conjunto das relações sociais, assim mostra que Marx é contra qualquer visão que parte da concepção definitiva sobre a natureza humana, acredita que o homem ainda é um ‘’vir-a-ser’’, a única certeza é que é um animal social. Marx fala que a maior fonte de erro de F. e dos hegelianos de esquerda é a não percepção que a essência do homem é a relação social.

 

7ª Tese: Fixar a religião como algo para si é equivalente a não perceber que esse sentimento é um produto social, um produto do cérebro humano, um produto socialmente construído.

F. afirma que o individuo é um indivíduo isolado, plenamente determinado por si mesmo. Para Marx o individuo é contraditório, pois ao mesmo tempo em que ele é livre, independente, autônomo ele é produto da mais complexa organização social. O que vai colocá-lo como individuo vai ser a propriedade privada e a igualdade jurídica.

 

11ª Tese: ‘’Os filósofos limitaram-se até agora a interpretar o mundo de diferentes maneiras, o que importa é TRANSFORMÁ-LO’’. Marx acreditava que apara a humanidade social, o materialismo existente era absolutamente insuficiente, pois tratava apenas de filosofia -parte teórica e não prática.

 

IDEOLOGIA ALEMÃ

Um dos objetivos de Marx era desmascarar esses carneiros que se julgam lobos e que assim são considerados, ou seja, acham que seria possível transformar a realidade mudando apenas o discurso sobre ela.

Afirma que não é a consciência que determina a vida, mas sim a vida que determina a consciência.

A mudança do modo de produção artesanal, feudal, para o modo de produção capitalista, fez com que esses valores passassem a ser entendidos como válidos para toda a humanidade, excluindo então a ideologia, quando na verdade eram pertencentes apenas a uma classe determinada, geralmente a dominante.

Iniciar a Ideologia alemã com a crítica aos jovens hegelianos, grupo ao qual fez parte, marca seu avanço em direção a uma visão própria, um Marx maduro. Foi evoluindo cada vez mais para então transformar essa filosofia passada. Esta aplicação da economia à filosofia levariam Marx a romper com o idealismo da esquerda hegeliana.

REALIDADE = ESSENCIA MATERIAL DO HOMEM.

DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO: uma estrutura que estava presente em todas as sociedades

MERCADORIAS: existem para suprir necessidades e distingue-se por qualidade e quantidade. Uma mercadoria pode ter valor de uso e valor de troca.

VALOR DE USO = é real, imediato, determinado pela utilidade. As mercadorias com esse valor diferenciam-se pela qualidade.

VALOR DE TROCA = apenas ser diferenciado pela quantidade, pois produtos iguais têm o mesmo valor. Dessa forma x mercadorias a equivalem a y mercadorias b. Sobrepõe-se ao valor de uso. Mas será que em todas as sociedades o valor de troca é maior que o de uso? Marx afirma que historicamente é sempre por meio das trocas.

O que caracteriza a troca? Cada pessoa vai produzindo um determinado tipo de coisa, mas como fazer a medida da troca? A quantidade de trabalho empregado nestas mercadorias estabelecem o valor de troca entre elas. Assim, as mercadorias que contem quantidades iguais de trabalho ou que podem ser produzidos no mesmo tempo têm, portanto, um valor igual.
Valor da mercadoria A está para o valor da mercadoria B, assim como o tempo do produzir a mercadoria A está para o tempo da produção da mercadoria B.
Depende: da habilidade, grau de tecnologia, condições dos meios de produção e etc.
Como exemplo: os diamantes é muito trabalho procurando para pouco volume do produto assim tem a característica de grande valor de troca.

Esta característica da produção foi levada ao máximo no sistema capitalista, onde o trabalho é especializado e há padrões universais para o intercâmbio de trabalhos e de mercadoria, como o valor do ouro e do dinheiro.

=MOEDA: valor equivalente universal, para que haja igualdade nas necessidades, é o mais forte poder social e não se fixa a nenhum valor de uso, a não ser a própria troca. Assim a sociedade de venda e troca, vai ser sempre da mesma estrutura: Mercadoria – tranf->$$$

 

Todos os homens têm bem, que é a força de trabalho e assim vende o que tem e depois compram algo que necessitam. O sistema capitalista transforma o trabalhador e o trabalho em mercadorias. Como afirma Marx, o trabalho “não constitui a satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio de satisfazer outras necessidades”.

MERCADORIA 1 -> $$ -> MERCADORIA 2

Mercadoria 1: vendendo a força de trabalho e sua manutenção

$$: remuneração

Mercadoria 2: algo que atenda suas necessidades

Esse modelo é insignificante, Marx acredita que não encontrará o lucro por este caminho. Esse modelo não deixa de existir mais acredita que há outro meio de se obter o lucro.

$$$-> mercadoria -> $$$

OU SEJA, compram para vender = Lucro.

Essa mercadoria, portanto, é aquela usada para produzir outras = MEIOS DE PRODUÇÃO.

Quanto mais ele produz, menos pode possuir. Essa apropriação do objeto pelos possuidores da propriedade, se realiza como alienação do trabalhador. Este, ao pôr sua vida na produção de objetos que não lhe pertencem, perde a posse desta.

O trabalhador vendeu seu tempo, seu sentimento, sua força, suas aspirações pelo dinheiro, e na posse de algum, pode trocá-lo por qualquer tipo de mercadoria, inclusive pelas que ajudou a produzir. Este trabalho alienado é um processo de mortificação, em que  homem exerce uma atividade cansativa que não condiz com sua aspiração de indivíduo opinante, de cidadão livre, ou mesmo de animal, que tem emoções, orgulho, instinto, prioridades físicas. Marx afirma que o trabalhador só consegue ser livre nas funções animais, como beber, procriar, comer, mas nas atividades humanas se vê reduzido a animal.

 

RESUMINDO:

Usava a dialética materialista como método.

A essência do homem está no TRABALHO.

Acredita que as relações de produção formam a base econômica de uma sociedade, pois é através dessas relações que os bens necessários são produzidos e os papeis que deverão ser desenvolvidos, como deve ser a DIVISÃO DO TRABALHO e as classes econômicas sociais. = INFRAESTRUTURA.

Diferente dos hegelianos, Marx busca evidencias reais e matérias para estruturar sua teoria.

A lógica do capitalismo tem por característica o acumulo de capital e nele aqueles que detém as riquezas também detém os meios de produção e compram o trabalho daqueles que não tem.

‘’Não é consciência dos homens que determina seu ser: mas, ao contrário é o ser social que determina sua consciência.’’. Isto porque são as estruturas econômicas que determinam as bases ideológicas da sociedade, e da mesma maneira são elas que limitam, de acordo com os seus interesses e com o papel social desenvolvido pelos homens, aquilo que um homem pode ou não ser, saber, pensar ou fazer, aquilo que é certo, ou aquilo que é bom para aquele homem.

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