Resumo Filosofia – 4º Bimestre

Professor: Tarso Menezes De Melo

ASPECTOS DA FILOSOFIA CONTEMPORANEA.

– meados do séc XIX até hoje

• Séc XIX – descoberta da historicidade que a historia é continua, isso leva ao progresso – tudo melhorou, acumulo de conhecimento e prática, aperfeiçoamento. Um otimismo.

• Mas no séc XX a mesmo afirmação da filosofia da historicidade, mudam a opnião dizendo que a história é descontínua e não progressiva, cada sociedade tem a sua história não temos que obter uma história universal.

– Assim a idéia de progresso e historia atribuída pelas ciências e técnicas passaram a ser criticadas pela filosofia, pois são valores próprios, desaparecem em épocas seguintes e são diferentes entre as sociedade.

As Ciências e as técnicas:

• Séc XIX : filosofia apresenta plena confiança na ciência e na tecnologia para dominar e controlar a natureza a sociedade e o individuo

• Séc XX: filosofia passou então a desconfiar desse otimismo do progresso dado por elas pois foram acontecendo vários acontecimentos (guerras, invasões).

Surge então uma escola alemã de filosofia – Frankfut

– teoria critica: distingue duas formas de razão

• Razão instrumental: razão técnica-cientifica um meio utilizado para a intimidação medo indivíduos.

• Razão crítica: analisa os perigos do pensamento instrumental, e afirma que as mudanças só serão realizadas pela emancipação dos indivíduos e não pelas idéias de controle e dominação técnico-cientifica.

Utopias revolucionárias

• Séc XIX: a filosofia acreditava que por meio das utopias revolucionárias (anarquismo, comunismo) a sociedade iria se tornar uma sociedade nova, justa e feliz.

Séc XX: foram surgindo as sociedades totalitárias (fascismo, nazismo), ou seja, sociedade autoritária e ditatóriais, assim a filosofia passou a desconfiar do otimismo também estabelecido pelo progresso e das utopias começou a indagar então se os indivíduos seriam capaz de criar e manter uma sociedade nova justa e feliz.

A cultura:

É o exercício da liberdade, da expressão, criação de idéia, que a sociedade através disso atribui para si o que é bom ou ruim, o que é errado ou certo, o que é justo.

• Séc XIX a idéia de uma historia universal para todas as civilizações, teriam então apenas um cultura única.

• Séc XX : quando a filosofia afirma ter uma história descontinua, era porque cada sociedade possuía um cultura, havia pluralidade cultural e cada uma encontra dentro de si seus modos de transformação e de expressão.

O fim da filosofia

Séc XIX: como filosofia acreditava plenamente na ciência acreditava que no futuro só elas poderiam dar as explicações e conhecimento e própria filosofia poderia desaparecer.

• Séc XX: com a desconfiança da filosofia, começou a afirma que a ciência não possuía princípios totalmente certos sobre as coisas e seguros. A filosofia, portanto, passou a afirmar seu papel critico as ciências.

Infinito e finito:

Séc XIX: infinito.

Séc XX: finitude, apresentado pela corrente do Existencialismo: o homem como um ser para a morte.

A partir daqui tudo que foi criado (metafísica, epistemologia, fenomelogia, filosofia politica) eram planos de fundo para as concepções filosóficas.

INDUSTRIA CULTURAL E CULTURA DE MASSA:

– a partir da segunda revolução indutrial séc XIX.

– industria, mercadorias, prestígios, status, controle cultural.

– a arte perde suas três características: de expressão ( passou a ser reprodutivas e repetitivas), a de trabalho de criação ( passou a ser eventos apara o consumo) e exprimentação do novo.

– antes: a arte era comtemplada, mostravam as coisas, a realidade.

Agora: esconde a arelaidade e se tornou consumo.

– Antes: democracia cultural, acesso, direito a informação

Agora: industria cultual: massfica a cultura, introduz a divisão da elite ‘’culta’’ e da massa ‘’inculta’’, coloca valor as obras caras e raras e disponibiliza a cultura comum e barata a massa. Para vender a cultura ela precisa seduzir o consumidor, faz isso trazendo as informações que ele já viu, já fez e já sabe, como uma aparência nova, não pode chocá-lo com informações novas. Massifica é banalizar a expressão artística e intelectual

• Modernidade: sociedade moderna: poder político e econômica nas mãos das grandes industrias

Pós- modernidade: o poder político e econômico na mão do capital financeiro.

NATUREZA E BARBARIDADE NO SEC XXI

– homem sujeito da razão, antesnão tinha duvidas que pertencia a natureza, agora através do conhecimento tem o poder de dominá-la.

– A natureza agora é vista como Matéria prima, valor de troca, simples utilidade.

– o primeiro passo para a solução seria a abolição da propriedade privada, seria o primeiro passo para reintegrar o homem a natureza.

– a modernidade é atravessada pro uma ideologia – o progresso.

– Antes todos acreditavam em Deus, faziam tudo por Deus.

– Agora acharam um novo Deus – o progresso.

Tinham a ilusão que o investimento no progresso iria trazer o bem estar a sociedade mas, se enganaram pois quanto maior o progresso mais acelerado é o processo de destruição do mundo natural e a exaustão do ambiente físico.

– Ao mesmo tempo em que se aquece a economia com o progresso, é aquecido o planeta com mais doenças, mortes e poluição.

Mundo natural e como cultural: por uma filosofia antroponaturalista:

– O que importa pra civilização é a natureza estar posta para servi-los ainda que isso dependa da sua plena exaustão decorrentes do mal uso dos recursos disponíveis e tudo a pretexto da modernidade.

– esse espírito confunde empreendedorismo com destruição, exploração com exaustão.

– O homem da valor para aquilo que é raro, portanto, como a natureza era abundante antes, se tornou escassa.

– A cultura é supeiror a natureza

– O conceito cultura x natureza é onde se encontra a tensão homem x natureza.

– O homem não reina na natureza, apenas acredita reinar sobre ela.

– Enquanto o índio tira sua sabedoria das florestas o homem apenas a considera como mero objeto.

– Desapropriado de natureza o homem não é mais homem, se vê desprovido daquilo que lhe faz ser o que é.

– A conciliação não se dá voltando as formas pré-modernas e sim respeitá-la, um respeito a si próprio, as futuras gerações.

– Essa é a base de uma filosofia antroponaturalista: capaz de traduzir a integração entre humanidade e natureza, pois o homem é acima de tudo natureza. É como homem e produtor de natureza que irá conseguir essa conciliação.

Barbárie:

– A barbárie virá como conseqüência do processo de exploração e exaustão da natureza devido a ganância acumulada.

o que se vive é a exploração do homem pelo homem.

Natureza e revolução:

– Onde existe fome, sede, carência, exaustão existe progresso?

– A teoria crítica se preocupa em perguntar sobre so destinos da revolução, da condição humana na historia.

– Esse processo previsível e irreversível do séc XXI aparece como cultura em excesso, lógica do progresso, exploração produtivista e forma materialista de desenvolvimento da sociedade.

– A dominação da natureza envolve a dominação do homem -> o homem colo o que plantou assim essa violência contra a natureza possui seu reflexo -> revolta da natureza.

Por isso a filosofia nasceu como uma reflexão da natureza, é para evitar que ela morra junto com a morte da natureza (que filosófico isso em galerinha! Hahaha ), os filósofos devem hoje ter a tarefa projetar suas preocupações com relação ao destino da própria vida do planeta.

A CIDADANIA E A REDEMOCRATIZAÇÃO

– A redemocratização restituiu os direito políticos e sociais mas, não de forma igualitária para todos da sociedade.

Direitos sociais sob ameaça:

Redemocratização trouxe um grande progresso, mas as maiores dificuldade em relação a área social tem a ver com a persistência das grandes desigualdades sociais que caracterizam o país desde a  independência.

Direitos civis retardatários:

apesar que a constituição inovou criando mais direitos, ainda os direitos civis são os que apresentam mas deficiências em termos de conhecimento, extensão e garantias.

– Dados revelaram que a educação é o fator que mais bem explica o comportamento das pessoas no que tange ao exercício dos direitos civis, os mais educados se filiam a partidos políticos, a sindicatos

– Uma pesquisa feita sobre roubo e furto, 41% das pessoas não recorre a justiça por não acreditar nela ou por temê-la.

– Em 2000 81% da população já era urbana, assim essas grandes metropolis formadas geraram desemprego + trabalho informal+ trafico de drogas.

– O problema é ainda agravado pela inadequação dos órgãos encarregados da segurança pública para o cumprimento de sua função.

– As polícias militares, p.e, cresceram com o federalismo, da mão do Exército para pra o controle para os governadores, só que ela é ainda inadequada para garantir a segurança dos indivíduos.  O soldado da polícia é treinado para combater inimigos e destruí-los e não para proteger os cidadãos e muita vezes ainda se envolvem com crimes além de quando são expulsos se tornam criminosos de potencial, organizam grupos de extermínio e participam de quadrilhas.

– Se contar o problema na justiça, para se ter um bom advogado é através de valor muito alto, se optam pelo defensoria publica muitas vezes são números insuficientes de defensores sem contar a eternidade quem dura para se revolver o caso.

Do ponto de vista da garantia dos direitos civis, os cidadãos podem ser divididos em 3 classes.

1ª classe: estão acima da lei, conseguem defender seus direitos colocando dinheiro.

-brancos, ricos, bem vestidos e com formação universitária = grandes proprietários, banqueiros, doutores, políticos.

– representam 8 % das grandes famílias = 20 salários mínimos.

– para eles as leis ou não existem ou podem ser dobradas.

2ª classe: ‘’cidadãos simples’’, nem sempre possuem a noção exatas de seus direitos e quando os tem carecem dos meios necessários para os fazer valer.

– brancos,  pardos ou negros, educação fundamental completa e 2º grau em parte ou todo = trabalhadores com carteira assinadas, pequenos proprietários.

– representam 63% dos família = acima de 2 até 20 salários mínimos.

– para eles existem os códigos de civil e de penal, mas aplicados de maneira parcial e incerta.

3º classe: ‘’elementos’’, ignoram seus direitos e não se sentem protegidos pela sociedade e pelas leis.

– pardos ou negros, analfabetos ou fundamental incompleto =  trabalhadores sem carteira, empregadas domesticas, camelôs.

– representam 23 % das grandes famílias = até 2 salários mínimos.

– para eles valem apenas o código penal.

HÁ CIDADÃOS NESTE PAÍS:

O respeito ao individuo é a consagração da cidadania, Esta é uma lei da sociedade

– não basta a cidadania ser apenas um estado de espírito das pessoas, uma declaração de intensão para mante-la deve se inscrever na própria letra das leis.

– os homem por sua própria essência busca a liberdade

– Marx e outros autores marcam a chegada do capitalismo com a abolição dono de terra/ seu trabalhador (servidão) e o surgimento do trabalhador livre, dono dos meios de produção.

– Essa processo de formação da cidadania não nasceu da noite pro dia, foi um pensamento revolucionário, até que se chegasse as ideias modernas de sociedade civil.

– a grande crise econômica trouxe retrocessos em matérias de conquistas sócias

– o Neoliberalismo  veio como poder sobre os indivíduos que foi atribuído ao Estado para preservar o futuro

– Mas o estado de espírito da cidadania foi comprometida pelo papel da maquina, do industrialismo, assim a busca dos indivíduos passou para obter status e não mais valores, hoje comum a todos os paises capitalistas e maior nitidez em paises subdesenvolvidos como o nosso.

– Em lugar de cidadão então se formo o consumidor, chamado então de usuário.

– o modelo econômico chamado de ‘’ milagre econômico’’ foi responsável pela eliminação do embrião da cidadania

– o crescimento econômico então veia agravar a concentração de riquezas e injustiças.

– A mídia aparece como sedutora para o consumo.

– A cultura popular hoje é apenas defendida pelos pobres

– Em lugar do cidadão surgi o consumidor insatisfeito

– Televisão = manipulação dos acontecimentos.

ENSINO JURÍDICO E MUDANÇA SOCIAL:

– Direito= suas raízes são de caráter privado e caminha hoje para a sal decidida publicização, uma espécie de ‘’constitucionalização’’ do direito civil.

– Sobre a formação dos profissionais de direito: devem compreender adequadamente a emergência dos chamados ‘’novo direitos’’, devem ser abalizados através de um trabalho interdisciplinar (globalização, cidadania, direito humano), visando a superação das contradições históricas.

– Direito  tem que ser entendido agora muito mais como libertação e emancipação do que instrumento de controle e repressão.

– O futuro do jurista está na capacidade de exercer a profissão e ao mesmo tempo a cidadania.

– Surge então os Novos Movimentos Sociais (NMS) -> instituição de uma sociedade mais justa , fraterna e igualitária.

– Esse movimento tem reconhecido no direito e no jurista os verdadeiros aliados na luta pela democracia.

– O jurista pode udar o direito como instrumento transformador de ralações sócias incompatíveis com a realidade do mundo atual que são conflitos de massa.

Direto e mudança social

– A mudança para alguns é a própria evolução natural do sistema. Para Marx é a luta de classes.

– A idéia de mudança sempre oscila entre a entre a idéia de reveolução social

– O direito poderia ter um papel nas mudanças sociais como: inclusão social, autonomia dos trabalhadores, direitos básicos.

– Ao contrario o direito revela os sinais de esgotamento: exclusão social, miséria e pobreza.

Constituição de 1988:

-Considerada uma constituição dirigente, por isso se fala em um novo papel do jurista.

– A democracia formal já foi mudada, mas é apenas uma fachada, deve ter de fato a igualdade, liberdade, a dignidade humana, coisa que a gente vê que está escassa no nossa atualidade.

– As expectativas de mudanças tanto no direito quanto no perfil do jurista são semelhantes as expectativas históricas, que acabaram por gerar importantes mudanças sócias no pais, nem sempre rumo a democracia, mas todas elas acompanhadas por uma reconfiguração do direito e do profissional.

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