Resumo Economia – 2º Bimestre

Professor: Sérgio Seiji Itikawa

Demanda: quantidade de certo bem de serviço que os consumidores desejam adquirir em determinado período de tempo.

Qd = f(p) -> demanda = preço do produto.

Qd: quantidade procurada de um determinado bem.

P: preço do bem

Assim, a demanda depende de do preço.

Outras variáveis: renda, preços relativos, preferências ou hábitos dos consumidores, sazonais, crédito.

* A curva em um gráfico de demanda é sempre preço x quantidade.

* Um determinado ponto da curva é sempre a quantidade demandada.

* Quando há um deslocamento dessa curva, há uma alteração na demanda e não na quantidade demandada.

 

Quando há um aumento no preço = quantidade diminui -> Recorre então ao efeito substituição ou efeito renda.

Renda + -> Quantidade + : bem normal, pois a renda aumentou e aumentou a demanda também.

R + -> Q++ : bem superior, aumento na demanda mais que proporcional. Ex: quantidade de carne de 2ª cai e quantidade de carne de 1ª aumenta, assim é optada a demanda do outro (carne de 2ª) e a carne de 1ª é deixada de lado.

R + -> Q -: bem de consumo saciado, procura do bem não altera como o sal o arroz, feijão, são bens comprados independentes da renda.

 

Preço (carne) + -> Qtde (peixe) + : bens substitutos concorrentes

Preço A + -> Qtde B -: bens complementares. Veiculo e combustível, pois se o preço da gasolina aumenta a quantidade de carro diminui.

 

Oferta: a medida que o preço de um bem aumenta, a quantidade ofertada também.

Qp = g(p)

Q: quantidade ofertada de um bem.

P: preço do bem.

Outras variáveis: custo dos fatores de produção, alterações tecnológicas, numero de empresas no mercado.

Pode ser interpretado:

• um aumento no preço de mercado estimula as empresas a produzirem mais, aumentando sua receita.

Ou,

• custo de produção aumentou e a empresa deverá elevar seus preços para continuar produzindo o mesmo que antes.

 

Equilíbrio de mercado: tendência natural. Através da Lei da oferta e procura tem a tendência ao equilíbrio

-> Interferência do Estado:

1) Estabelecimento de impostos: diferença entre contribuintes.

– de fato: encargo financeiro, desembolso do imposto.

– de direito: obrigação de efetuar o reconhecimento.

Se a pessoa de fato = a de direito -> Imposto direto

Se a pessoa de fato diferente da de direito -> Imposto indireto

Indireto: ICMS (art 155, II), IPI (art 153, IV)

A preocupação é com o imposto direto: IR (art 153, III).

Imposto direto + = Custo + = pode aumentar o preço do produto ou reduzir sua produção.

O produtor procura passar a totalidade do imposto ao consumidor. Quanto mais concorrida o mercado, menos o produtor poderá aumentar o preço do produto. Quanto mais concentrado maior o grau de transferência de impostos ao consumidor.

 

2) Política de preços mínimos na agricultura: visa proteger as flutuações dos preços no mercado.

– prepara, fertiliza, semeia, utiliza produtos contra pragas e colhe.

Assim o Estado pode

a) comprar (estoque): no caso de preços maiores que no mercado.

b) subsídio: quando o produto está caro, assim o governo põe com o preço igual o de mercado e arca com a diferença.

* claro que o governo opta sempre pelo menos oneroso.

Para que haja a concorrência pura ou perfeita é necessário que não haja interferência nem do governo, nem das forças oligopólicas, pois impedem a redução dos preços dos bens e serviços.

-> Elasticidade preço de demanda:

Epd = variação % Qtd / variação% preço. Sempre negativo.

Edp > 1 : demanda elástica, muito sensível, substitutos, um bem importante, intensidade de Q maior que P.

Edp < 1 : demanda inelástica, pouco sensível, bem essencial, intensidade de Q menor que de P.

Edp = 1 : demanda unitária, Q e P possuem a mesma intensidade.

 

-> Elasticidade renda da demanda:

Erd = variação % Q / variação %R. Sem módulo.

Erd < 0 : bem inferior, renda aumenta e levam queda no consumo desse bem.

Erd > 0 : bem normal, renda aumenta e a quantidade aumenta

Erd = 1 : bem superior , renda aumenta e quantidade +++

 

-> Elasticidade preço cruzada da demanda: quando há dois produtos.

Epxy = variação% Qx/ variação% Py

Epxy >0 : bens substituto

Epxy <0 : bens complementares

 

Exercício: Se a safra de trigo diminui 10 % em virtude das condições climáticas, verifica-se que seu preço aumenta 40 %.

a) calcular a elasticidade do preço demanda do trigo:

Produção = -10% e preço = + 40%

Epd= variação % Q / variação P

Epd = – 10 % / 40%

Edp = -1/4 = – 0,25 = 0,25 (porque sempre estará em módulo, assim nunca teremos o resultado negativo).

 

b) o que acontecerá com a quantidade demandada do trigo pelos consumidores se o governo autorizar um aumento de 20 % no preço do trigo?

Epd = variação % Q / variação % P

0,25 = variação % Q / 20 %

Variação % Q = 0,25 x 20

Variação % Q = 5 %

Portanto, a quantidade irá diminuir 5 %.

 

Estrutura de mercado: Modelos que captam aspectos inerentes de como os mercados estão organizados.

Características: tamanho da empresa, diferenciação dos produtos, transparência do mercado, objetivos dos empresários, o acesso de novas empresas.

 

Concorrência perfeita: muitos vendedores e muitos compradores, nenhum deles tem influencia significativa no preço de mercado. É um modelo ideal, mercado atomizado (inúmeros fornecedores), produtos homogêneos (semelhantes, substitutos), transparência no mercado (informa sobre o lucro, preços são conhecidos por todo o mercado), não existe barreira a novas empresas. Não há lucros extraordinários, apenas normais.

 

Monopólio: único vendedor (ou os consumidores se subordinam a ele, ou não consomem tal produto) que fixa preço de seu produto, setor constituído de uma única firma.

– não há produtos substitutos, concorrência entre os consumidores, barreiras a entrada de novas empresas.

Oposto a concorrência perfeita, pois possui o lucro extraordinário.

Sobre as barreiras:

– Monopólio puro e natural: grande capital na implantação, elevadas economias de escala – custo baixo – preço baixo o que torna inviável a entidades novas.

– Legal: lei de proteção a propriedade industrial – patente, exclusividade, pois enquanto não cai em domínio público, a empresa é a única que detém a tecnologia apropriada para produzir o produto.

– Controle de matéria prima básica: minas de bauxita por empresa produtora de alumínio.

– Institucional: setores estratégicos ou segurança nacional (energia, petróleo, comunicação) – grandes requisitos para entrar.

 

Oligopólio: poucos produtores e vendedores fabricando bens que são substitutos próximos entre si, barreiras a novas empresas.

Modelos marginalistas de oligopólios:

a) Cartel perfeito: organização das poucas empresas, podendo ser formais (sindicatos) ou informais (barzinhos) que determinam a política de preços para todas as firmas que compõem o mesmo setor. Ao procurar se unir e maximizar os lucros (monopólio puro).

b) modelos de liderança – preço: há uma empresa líder que fixa o preço, respeitando as estruturas de custo das demais, e há empresas satélites que seguem as regras ditadas pelas líderes.

– homogênea: alumínio, cimento.

– heterogênea: industria automobilística

 

• Concorrência monopolista: concorrência imperfeita (grande), empresas produzem produtos diferentes, substitutos próximos, não há barreiras.

 

Mercado de fatores de produção:

Monopsônio: um comprador para muitos vendedores. Contem a mão-de-obra não qualificada, geralmente em cidades do interior.

Oligopsônio: poucos compradores e muitos vendedores. Indústria de laticínio e pequenos produtores rurais, industria automobilística na compra de autopeças.

Monopólio bilateral: um comprador, um vendedor. Chapa de aço

 

Eficiência de Pareta: uma alocação de recurso é eficiente quando não é possível melhorar a situação de um setor sem piorar a situação em outro.

 

Macroeconomia: analisa a determinação e o comportamento de grandes agregados como renda e produtos nacionais, emprego e desemprego, estoque de moeda e taxas de juros, taxa de cambio.

Metas: alto nível de emprego, estabilidade de preços, distribuição de renda socialmente justa e crescimento econômico.

 

Instrumentos de política: envolve a atuação do governo sobre o capital produtivo e despesas planejadas (demanda). Objetivo é permitir que a economia opere a pleno emprego, com baixas taxas de inflação e uma distribuição justa de renda.

• Política fiscal: política tributária e política de gastos.

– Reduzir a taxa de inflação: – gastos públicos e/ou + tributos. -> diminuindo então os gastos da coletividade.

– + crescimento e empregos: + gastos públicos e – tributos.

Para melhorar a distribuição renda devem ser utilizados de forma seletiva em beneficiados grupos menos favorecidos. Ex: impostos progressivos, + gastos em regiões mais arrasadas.

 

• Política monetária: maior eficácia na questão distributiva, mais fácil de ser implementada – depois de sua aprovação. Estoque de moeda.

O que pode fazer para melhorar?

– emissão de mais moeda

– reservas compulsórias: no caso de depósitos aonde uma porcentagem vai para o banco central, sem retornar para economia.

– títulos públicos: open market, podendo ser cheque, nota promissória.

– regulamentação: crédito e taxas de juros.

 

• Política cambial e comercial:

Comercial = política fiscal + monetária

No mercado interno limitado, então precisaria aumentar a exportação, diminuindo a taxa de exportações (ICMS/IPI/II).

Na parte monetária (juros subsidiados/ barreiras)

– Taxa fixa no cambio: um real = 1 dólar -> o governo poder fazer isso através do Banco central.

– Cambio flexível = ideal.

a) livre: mercado de divisas

b) de banda: intervenção do Banco central.

Importância: por exemplo -> aumentar a exportação.

Política de renda: intervenção direta do governo na formação de salários e alugueis através do controle ou congelamento de preços.

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